quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Atividade 8

1. Encontrar - na web - um exemplo de cada tipo de ciborgue e um exemplo de pós-humano. Explicá-los.
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Pois bem... Mais uma vez aqui estamos nós, para mais uma atividade, em mais um dia chuvoso. Um tipo de ciborgue protético¹ poderia ser um enxadrista qualquer que utilize uma prótese para caminhar, ou até mesmo um trapezista que tenha pinos entre os ossos da perna, devido à acidentes profissionais. Uma vovó, daquelas estereotipadas e bem queridas, com uma "perereca" na boca também serve. É dentária, mas é prótese. Em suma, um alguém que depende de algum meio "mecânico, maquínico" para sobreviver. Se os únicos conceitos utilizados para responder a estas questões fossem guiados apenas pela minha concepção de vida, eu apontaria a Hebe Camargo como um ciborgue protético. Não pela prótese dentária que ela provavelmente utiliza, nem pela tintura de cabelo aparente, nem muito menos por qualquer parte de titânio que ela possa ter espalhada pelo corpo. Ela certamente deve ter um cérebro positrônico que coloca as frases em ordem alfabética e em algum modo "repeat all". Impossível alguém sobreviver 30, 40, 50 anos na televisão brasileira com os mesmos chavões, mesmas piadas, mesmas "gracinhas"... Ela é, definitivamente, um ciborgue do mau.
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Indo mais além, podemos apontar como um ciborgue interpretativo² uma pessoa qualquer que se influencia e tem seu comportamento moldado de acordo com a televisão, por exemplo. Qualquer pessoa que faça o corte de cabelo do imbecil do Ronaldo Nazário, por exemplo, é - além de outro completo imbecil - um ciborgue interpretativo. Constituído pela influência da mídia, "coagido" pelo poder da cultura de massa.
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O outro ciborgue que temos é o metafórico³. Aquele que precisa da máquina, da tecnologia para trabalhar. Um exemplo é um atendente de telemarketing. Outro - por que não? - sou eu. Um cinegrafista que se preze não consegue realizar imagens sem uma câmera. Uma rica de uma dependência.
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O pós-humano pode ter como exemplo um site de relacionamentos de alguém que já passou desta para melhor, ou pior, ou qualquer outra conotação que queiram dar. O ápice da pós-humanidade seria manter vivas as memórias e pensamentos das pessoas, mas já que tecnicamente isto ainda não é possível, há ao menos os sites pessoais destas. Neles, são encontrados registros da vida da pessoa. Um exemplo de pós-humano é um orkut, por exemplo, de alguém já falecido, que é mantido por amigos para que sejam recebidas condolências e mensagens de carinho. Uma comunidade apoiada no saudosismo também é um bom exemplo. "Saudade do Fulano". "Fulano deixou saudade". "Ai, meu Deus.. Mas que saudade do Fulano". São alguns exemplos. Seria possível deixar zilhões de links por aqui para exemplificar melhor, mas tais páginas geralmente são bloqueadas. Caso necessite do desbloqueio, envie um e-mail contendo o endereço da página e a justificativa para: security@polaris.ucpel.tche.br. Sabe como é, né.
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2. Construir um avatar de si e um de um colega. Publicar.
3. Analisar em que medida o avatar é uma expressão de si mesmo e de suas percepções do colega.
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Sensacional. Leandro Pereira Lopes e Claudio Roberto Ferreira. Colegas de aula, de trabalho, de profissão, de churrasco e vadiagem. Respondendo a questão número três, posso afirmar que o processo de identificação dos avatares com as pessoas se dá por semelhança. Algumas características são marcantes em todas as pessoas. Aliás, construindo melhor a frase, todas as pessoas têm características marcantes. Eu, por exemplo, com exceção da cor, estou fielmente representado. Poquíssima coisa acima do peso, sorriso no rosto, cara de ordinário e nariz de batata. O Claudio é outro... Só pelo cabelo semi-grisalho em mutação constante já é possível reconhecê-lo. Pelo menos eu reconheceria. Mas sabe como é... Toda mãe acha o filho lindo, todo torcedor acha o time o melhor do mundo, todo criador de avatares de Claudios, acha que estão idênticos ao original. Embora o avatar não leve atributos mais subjetivos, como a personalidade, também é possível identificar um pouco sobre a pessoa. Olhando para o meu rico bonequinho, dá pra perceber que eu gosto de rosquinhas, por exemplo. Olhando para o bonequinho do Claudio, dá pra perceber que eu - de novo - gosto de sacanear os meus amigos. Dá pra ver que ambos somos simpáticos, também. É tudo uma questão de percepção.

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